sábado, 20 de outubro de 2018

Conheça os Melhores Relatos da Educação Infantil da 1ª edição da Jornada de Educação Alimentar e Nutricional

Conheça os Melhores Relatos da Educação Infantil da 1ª edição da Jornada de Educação Alimentar e Nutricional

por Rebrae 29/03/18

O material com os Melhores Relatos da Educação Infantil da 1ª edição da Jornada de Educação Alimentar e Nutricional está disponível na biblioteca da REBRAE!

A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) inserida no processo de ensino-aprendizagem consiste em uma das diretrizes do marco legal da Alimentação Escolar e é reconhecida como uma ação estratégica para a promoção da alimentação adequada e saudável, para a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada e para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional. Nessa perspectiva, é de grande valia tomar o conceito de EAN proposto no Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional para Políticas Públicas como ponto de partida para pensarmos nossas práticas: “Educação Alimentar e Nutricional, no contexto da realização do Direito Humano à Alimentação Adequada e da garantia da Segurança Alimentar e Nutricional, é um campo de conhecimento e de prática contínua e permanente, transdisciplinar, intersetorial e multiprofissional que visa promover a prática autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis. A prática da EAN deve fazer uso de abordagens e recursos educacionais problematizadores e ativos que favoreçam o diálogo junto a indivíduos e grupos populacionais, considerando todas as fases do curso da vida, etapas do sistema alimentar e as interações e significados que compõem o comportamento alimentar”

Este Marco também aponta princípios de EAN que devem ser somados àqueles estruturantes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). São eles: sustentabilidade social, ambiental e econômica; abordagem do sistema alimentar, na sua integralidade; valorização da cultura alimentar local e respeito à diversidade de opiniões e perspectivas, considerando a legitimidade dos saberes de diferentes naturezas; a comida e o alimento como referências: valorização da culinária enquanto prática emancipatória; a promoção do autocuidado e da autonomia; a educação enquanto processo permanente e gerador da autonomia e participação ativa e informada dos sujeitos; a diversidade nos cenários de prática; intersetorialidade; e planejamento, avaliação e monitoramento das ações.

Para concretizar esses princípios, é necessário, por um lado, realizar a EAN como prática cotidiana na escola, integrada ao projeto pedagógico e articulada aos componentes curriculares. Por outro, fazer com que as práticas de EAN abordem a alimentação em suas diferentes dimensões: a do direito humano, a biológica (aspectos nutricionais e sanitários), a psicoafetiva e sociocultural (sistema de valores, relação de cada pessoa e de coletivos com a comida), a econômica (relações de trabalho estabelecidas no âmbito do sistema alimentar, preço dos alimentos, inequidades no acesso aos alimentos) e a ambiental (formas de produção, comercialização e consumo de alimentos).

A Educação Infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social. Esta é uma fase de importantes mudanças e desenvolvimentos, tanto motores quanto emocionais e cognitivos, e de início de inserção social e de relacionamento com pessoas outras que não os membros da família. A criação de vínculos e a formação de hábitos nesse período influenciarão a formação da personalidade da criança. A alimentação tem um papel central nesse processo e, por isso, é fundamental que a EAN componha as atividades da Educação Infantil e que seja abordada de forma lúdica, orgânica e vivencial.

Neste cenário, é muito bem-vinda a chegada de uma publicação que é fruto de um processo amplo de incentivo ao debate e à prática de ações de EAN na Educação Infantil. Uma publicação que dá visibilidade a iniciativas criativas e transformadoras experimentadas em diferentes realidades de nosso País, expressando a riqueza, a diversidade e a potência da EAN nas escolas públicas brasileiras e mostrando que esse caminho é possível e já está sendo trilhado por diferentes atores.

Que sua leitura nos inspire a novos fazeres e práticas, e nos motive a promover processos coletivos e interdisciplinares de EAN e nos engajarmos neles, na perspectiva da realização do Direito Humano à Alimentação Adequada!

Boa leitura!

Inês Rugani Ribeiro de Castro
Professora do Instituto de Nutrição da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro

 



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